sábado, 14 de junho de 2014

Lua, Marte e Terra.

Se eu tivesse que observar algo, observaria a lua. Diferentemente dos outros planetas do sistema solar,  ela eu consigo enxergar toda a sua forma. Posso ver suas manchas e contemplar sua palidez. Com um telescópio posso ver suas crateras, suas sombras, suas nuances. Diferentemente, Marte, apenas enxergo um pontinho vermelho com uma minúscula mancha branca, que é sua calota polar.
No entanto, Lua e Marte, estão à mesma distância para mim. Tão impossíveis de se alcançar, tanto uma como a outra. Mas ainda existe a terra!

Essa eu conheço! Vivo aqui! Mas ainda sim, acho que conheço mais a Lua, pois pela distância, eu consigo enxergar toda a sua circunferência, enquanto na terra eu mal enxergo minha janela.



                                                                                                                                               Zaupa Junior

domingo, 20 de outubro de 2013

Fluidez

O Início da fluidez não parte do esforço, mas sim da soltura.
Ao soltar, somente aquilo que faz parte da composição continua orbitando. Tudo aquilo que for necessário esforço para ser mantido, sem o esforço, desaparecerá e tudo que for parte da órbita natural, permanecerá.
Assim fica fácil perceber quais órbitas giram naturalmente em torno uma da outra.


R. Madureira

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Saber-se

Saber-se quem é, é um dom. Tão raramente encontro pessoas que realmente sabem quem são, sabem que amam, sabem quem está refletido diante de si mesmo. Facilmente encontro pessoas perdidas, que não sabem coisa alguma. Que no máximo tem uma cor predileta, que imaginam uma música preferida. E o pior, escolhe apenas uma pessoa para amar. Devota toda sua vida a esta pessoa, tudo o que pensa e o que faz. E até seus sonhos está relacionado ao seu amor. Mas que amor é este? Que acaba aprisionando, perdendo a identidade, que o deixa perdido, sem chances de encontrar.

Diferentemente, os que sabem, que se conhecem  amam o todo. Não tem apenas uma cor preferida, pois amam a luz, está que reflete as cores, não tem uma música predileta, porque ama o sentimento dos quais as músicas são feitas. Amam a essência e não criam essenciais.

Sorte aos que amam de verdade.

Grito






Resolvi dar um grito para aliviar a alma. Enchi os pulmões e preparei o brado. No instante da vazão, o grito virou-se pra dentro. Gritei dentro de mim! Ensurdeci-me. Meu coração se assustou, minha alma chorou. O que era pra fora, tornou-se pra dentro. Que vontade de virar do avesso!

segunda-feira, 11 de março de 2013

Felicidade



Do que depende a felicidade?  Ou melhor, que é felicidade? Seria mais um dogma criado pela sociedade para fazer-nos ter algo a buscar? Seria algo que realmente existe e vale à pena ir atrás? Não sei.
Das poucas coisas que sei  uma delas é que nossa felicidade não depende de outra pessoa além de nós mesmos. Ela nos pertence. Nascemos pra ser feliz, este dom nos foi dado desde quando habitávamos o útero materno. Ninguém consegue se lembrar de quando estava dentro da barriga de sua mãe, mas não há como negar que ali já éramos felizes. Apesar dos limites físicos de espaço, não podendo se mexer e nem “ver” – sim, aspas porque o bebê sente tudo a sua volta, então, desta forma ele vê –  a criança desenvolve o sentimento de amor pela sua progenitora. Sim, o bebê já ama sua mãe dentro de sua barriga e ele é feliz lá dentro. Porém quando chega a hora do parto ele é tirado de seu lugar aconchegante e leva um choque de realidade. Agora ele tem respirar, agora ele sente frio, sente calor, sente fome e etc. Onde antes o que ele só sentia era amor, agora tem uma imensidão de sentimentos.
Agora, fora do útero, temos mais coisas a fazer além de amar. Porque depois de certa idade criamos a necessidade de ser amados e esquecemos o quanto já o fomos. Quando estávamos na barriga, éramos amados por nossa mãe, e sentíamos esse amor que agora já não basta mais. Mas alguns desafortunados não têm a chance de conhecer quem o carregou dentro do seu vente. E esse alguém se sente sozinho, sente que não é amado. Outros até conhecem, mas acabam perdendo por conseqüências da vida e sentem um imenso buraco no peito.  E quanto maior este buraco, maior é a busca por amor.
Isso por que esquecemos algo que vem desde a nossa formação, que esquecemos sempre, mas precisa ser lembrado. Porque quando ainda estávamos lá dentro, antes mesmos de começar a amar nossa mãe já amávamos a nós mesmos. De uma forma ou de outra já sabíamos o quanto somos especiais, o quanto únicos nós somos. E esquecemos isso o tempo todo. 
Uma coisa que não podemos fazer é querer dar  aquilo que não temos.  Como poderemos amar alguém se não nos amamos primeiro? O amor próprio vem em primeiro lugar. Jesus uma vez disse: “Amai o próximo como a ti mesmo.” Agora, e se não houver amor a ti mesmo? Como conseguir amar alguém? O amor brota de dentro, não se busca fora, ele não está com ninguém. O amor maior está dentro de nós, desde o dia em que fomos gerados e amados do Deus. Temos a essência do Pai, fomos feito a sua imagem e semelhança. Sendo assim, se Deus é amor também somos amor.
Nós nunca conseguiremos encher um pote que está sem fundo. E o fundo do nosso pote é o amor que temos por nós mesmos. Então se não existir essa base, tudo será em vão. Não adianta ir atrás de amigos, de namorados, de trabalho voluntário, de irmandades e fraternidades se no final das contas estiver tentando se preencher com sentimentos externos. 
Busque o seu amor! O amor que vem de dentro, aquele que nascemos com ele, que nos foi dado pelo Criador, o amor Divino. Quando tivermos total consciência do nosso amor próprio, ai sim poderemos compartilhar com alguém.
E quando isso acontecer, quando menos percebermos, já estaremos felizes. 
É possível ser feliz! Mas felicidade está dentro. Não adianta buscar fora, você já foi feliz dentro de uma barriga. Lembre-se disto.


Zaupa Junior

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Olhos Fechados




Sempre que os seus olhos não encontrarem uma direção, feche-os. Sinta o caminho que seu coração mostra a você. E esquecendo o mundo ao seu redor, tente enxergar o mundo dentro de você, por que lá é um lugar só seu. E nesse lugar, onde o amor reina e você poder ser quem realmente é, sem máscaras, rótulos ou fantasias... apenas você.
Sinta esse caminho e mergulhe nessa viagem, pois este destino só tem um caminho: seguir em frente. Fim



                                                                                                                    Zaupa Junior

terça-feira, 23 de outubro de 2012

ROSTOS




Rostos que se buscam e escondem dentro de si uma alma que reluta a sua personalidade. Sem conforto, como peças que não se encaixam, fica a mostra nuances de sua extrema realidade. Não ser o que realmente é ao fogo que alimenta a sensação mais estranha e itinerante do ser, a resposta da pergunta mais eloqüente que se possa fazer. O universo.

Este que subsiste e dentro do invólucro que é o nosso coração. Habitação da alma, casa dos sentimentos, tão sagrado quanto evitado pela linha tênue que separa razão e emoção. Somando os quadrados desta equação, podemos chegar a cunho cientifico em uma resposta, que é deliberadamente estranha e confusa. Já que temos tudo ao nosso alcance e insistimos a buscar fora, lamentavelmente encontramos coisas que não são nossas, falsos pensamentos forjados a clemência de nossa essência, que, piedosamente nos conforta com certezas incertas fazendo de conta que somos o que queremos ser.

O universo interno transcende qualquer forma de busca externa, mostrando e provando que tudo aquilo que desejamos fora está dentro. Desta forma a pergunta mais cabível é: do que vale isso que chamamos de amor?

Ora, se somos completos porque procuramos algo que nos completa, porque inventamos a alma gêmea? Fazemos isso porque nos separamos de nós mesmo. Desde o berço essa ânsia de encontrar alguém é a ânsia de nos encontrarmos, de fazermos contato com nossa divindade, essa que foi feita à imagem e semelhança.

No que se concerne o amor, nada entendo a mais do que fraternidade, dado igualmente para qualquer pessoa e ser que exista na amplitude extrema. Não preciso de algo pra completar, mas sim, algo pra para dividir.

A vida é feita de muitos instantes e momentos e podendo dividi-los com quem os aprecia tanto quanto, é uma dádiva que transborda aos olhos mais frios e fechados.
Amar não é somar, é dividir.
                                                                                                                                                                                      Zaupa Junior